segunda-feira, 3 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
Entreouvido por aí!
"- Sua irmã tá morando em São Paulo, né?
- É, mas ela veio essa semana.
- E quando ela vai revoltar pra lá?"
Amigas conversando durante uma aula tediosa.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Adeus Fidel!
Na nossa sociedade de hoje, não há mais lugar pra sonhos de cunho socialista. Não adianta porque não há. Sempre achei essa coisa linda, vamos todos dar as mãos e viver com dignidade. O problema é que, poesia, na prática não dá.
A nossa vontade de se libertar desse sistema ou não existe ou é utópica- e vã. O socialismo ficou pra trás, e agora o representante mítico disso tudo, também. Quer dizer, ele não morreu; e talvez até nunca morra. Mas duvido que Cuba continue a mesma.
Aquele irmão, Raúl, não passa a mesma sensação de segurança. Não parece ter punho firme, as costas eretas, a cara séria. Nem bigode. Ele parece mais risonho, mais humano. Não tem todo aquele misticismo necessário pra guiar um país como Cuba, ele não é Fidel.
As pessoas insistem em dizer que Cuba agora já era, neném. Eu acredito nisso, sim. E no fundo, todo o mundo sabia que isso aconteceria, uns com uma ansiedade louca, outros pensando com tristeza.
Desses dois grupos, não sei ao qual me enquadro. Eu queria ver o fim dessa história e ao mesmo tempo não queria. Já não concordo com o socialismo e tampouco em ditadura. E não venha com essa história pra cima de mim, de que a gente vive numa ditadura. Tô cansada desse discursinho. Nós temos sim pequenas ditaduras, todas as sociedades as têm. O importante é mantê-las pequenas.
Hoje, a vanguarda é esquerdista. Os socialistas morreram ou estão-se acabando aos poucos. Como nosso sonhos, nossos malditos sonhos. Não é, Niemeyer?
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Até onde vai a sua fé?
Sempre vi BBB. Nunca acompanhei, mas sempre vi; mesmo sem gostar. Quer dizer, mesmo sem dizer que gostava. Esse pessoalzim mei nerd tem mania de dizer que não gosta de novela, que não assiste BBB, que odeia a Rede Globo. Metade dessas coisas eu já disse. Hahaha, mas quando eu disse era verdade. Eu já fui mais inteligente. Ou não.
De qualquer forma, parei com esse preconceito em relação a esses mecanismos utilizados por uma elite pra "guiar" a massa. É aquele bom e velho discursinho de sempre. E eu já tive sim uma visão mei intelectual, mei de esquerda sobre esses assuntos, mas, entendam, eu cresci por entre vitrines. Agora eu defendo o BBB, não perco um capítulo da novela e quero trabalhar na Globo.
Sabe, o povo tem mais é que ver porcaria na televisão e se divertir. Adoro brasileiro.
O problema é neguinho do BBB querer ter blog (ou neguinho da Rede Globo inventar essa modinha). Aí eu sou obrigada a desenterrar o passado e relembrar as velhas idéias POSUDAS de sempre.
Tipo, pro camarada ter blog, ele precisa pelo menos usar acento agudo. E vírgula, vírgula é importantíssimo. Ponto é mais, mas é o que esse pessoal mais usa aqui no internetês; usa e abusa né, porque eu nunca vi tanto "três pontinhos".
Tudo bem: parei de charme e fui ver o que esses carinhas escrevem. COMOMEARREPENDO! Se eu já tinha uma idéia ruim em relação à cabeça dessas pessoas, agora então, ê-ê. Não vejo mais BBB, não quero saber de novela nem de emprego milionário.
Nego burro da porra!
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Mambembe
Já fui pintora, já fui atriz, já fui música, já fui escrava, já fui índia, já fui cientista, já fui repórter, já fui árvore, já fui DJ, já fui costureira, já fui inteligente, já fui Maria, já fui a pessoa que lê na igreja, já fui à igreja, já fui cantora, já fui escritora, já fui estilista, já fui arquiteta, já fui Spice Girls, já fui Titiquitas, já fui dançarina do É O Tchan, já fui radialista, já fui rato, já fui a Nala do Rei Leão, já fui circense, já fui palhaço e já fui pedreira.
Hoje em dia, sou amiga de Clarice. Quanto futuro-promissor desperdiçado...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Lua
Os roncos de seu próprio estômago a despertaram aquela noite. Os sonhos ainda a embalavam, mesmo quando entreabriu os olhos sonolentos pela primeira vez. Não viu nada, nem as silhuetas dos móveis que compunham seu quarto. Na noite, a luz não tem vez. Tanto melhor.
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